A busca pelo essencial

By Euzébia, March 15, 2010 3:30 am

“Por que acumular tanto? Existem pessoas que possuem 35 pares de sapatos. Onde vão arrumar setenta pés?”
Chico Xavier
(“As vidas de Chico Xavier”, de Marcel Souto Maior)

Através dos estudos da Doutrina Espírita Cristã, podemos engrandecer nossa compreensão a respeito de diversos aspectos da vida, incluindo o nosso relacionamento com os bens materiais. O ensinamento doutrinário nos conclama a utilizá-los com sabedoria, tendo sempre em mente a transitoriedade da vida na Terra.

O Espiritismo Cristão não nos chama à pobreza absoluta, mas ao uso racional daquilo que possuímos: como empréstimos de Deus, esses bens devem nos servir – e não o contrário.

Diferentemente do que muitos creem, os bens terrestres não são “prêmios por bom comportamento”. Eles são, como tudo o mais em nossas vidas, frutos da misericórdia Divina, que nos concede as ferramentas necessárias ao nosso adiantamento no presente. Está em nossas mãos a escolha de como agir diante de nossa situação: se , em caso de escassez, não nos deixaremos abater e conseguiremos progredir pelo trabalho e, em caso de abundância, se teremos condições de fazer uso útil de nossas posses para a sociedade e para nós mesmos.

em-busca-da-simplicidadeO uso sábio dos bens não se traduz pela intensa economia, que acaba se tornando avareza e mediocridade, nem pelo esbanjamento e desperdício, cujas consequencias funestas são sempre sentidas. O convite do presente texto é para que reflitamos a respeito da simplicidade. A simplicidade é a busca pelo essencial. O conceito de essencialidade varia de pessoa para pessoa, de acordo com aquilo que foi chamada a realizar na Terra.

Onde está o erro em se possuir produtos bons, adquiridos com o fruto do trabalho honesto, em quantidade suficiente para suprir as necessidades de alguém, sem extravagâncias? O condenável será sempre o exagero e a falta de reflexão sobre a verdadeira utilidade do que acumulamos.

Portanto, o bom senso determina que simplicidade não implica em se andar maltrapilho, converter-se em caçador de barganhas, condenar o uso de produtos sofisticados ou adquirir sempre o produto mais barato, ainda que pior, tendo condições de consumir algo com mais qualidade. Ser simples é compreender o que é essencial para satisfazer as verdadeiras necessidades da vida, adequadas à realidade pessoal e profissional de cada um, e saber identificar quando a busca pela qualidade se converte em exibicionismo através do luxo ou em consumismo desenfreado.

À medida em progredimos, nosso conceito de essencial também evolui, diminuindo o nosso apego aos bens materiais. Tomaremos consciência, então, de que, quanto menos possuímos, menores são as nossas preocupações e conseguiremos viver a cada dia que passa com menos (e com menos desperdício), destinando mais energia à aquisição dos bens espirituais, imperecíveis.

Obrigada pela companhia! Paz e luz!

Euzébia Noleto

“Não gastes somente com a tua vida o que poderia servir para sustentar dez outras”.
Emmanuel

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Acordemos

By Euzébia Noleto, March 11, 2010 5:36 am

 acordemos

Para complementar a conversa sobre o tema da série que recentemente encerramos, Convivendo com o Desequilíbrio, apresento a seguinte mensagem de André Luiz, desejando que essa reflexão possa nos iluminar o pensamento.

Obrigada pela companhia de sempre! Paz e luz!

Euzébia Noleto

Acordemos

É sempre fácil
examinar as consciências alheias,
identificar os erros do próximo,
opinar em questões que não nos dizem respeito,
indicar as fraquezas dos semelhantes,
educar os filhos dos vizinhos,
reprovar as deficiências dos companheiros,
corrigir os defeitos dos outros,
aconselhar o caminho reto a quem passa,
receitar paciência a quem sofre
e retificar as más qualidades de quem segue conosco…

Mas enquanto nos distraímos,
em tais incursões à distância de nós mesmos,
não passamos de aprendizes que fogem, levianos, à verdade e à lição.

Enquanto nos ausentamos
do estudo de nossas próprias necessidades,
olvidando a aplicação dos princípios superiores que abraçamos na fé viva,
somos simplesmente
cegos do mundo interior
relegados à treva…

Despertemos, a nós mesmos,
acordemos nossas energias mais profundas
para que o ensinamento do Cristo
não seja para nós uma bênção que passa, sem proveito à nossa vida,
porque o infortúnio maior de todos
para a nossa alma eterna
é aquele que nos
infelicita quando a graça do Alto
passa por nós em vão!…

Mensagem de André Luiz psicografada por Chico Xavier
Publicada no site Amor e Trabalho

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O universo feminino à luz da Doutrina Espírita

By Euzébia Noleto, March 8, 2010 3:03 am

jesus_mary__martha

 O universo feminino visto pela perspectiva espírita-cristã é o tema da nossa série “A Boa Parte“, publicada em 2009, que vocês podem ler clicando aqui.

“O trabalho da mulher é sempre a missão do amor, estendendo-se ao infinito.”

André Luiz

Tenham todos uma semana abençoada!

Euzébia Noleto

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Convivendo com o desequilíbrio - considerações finais

By Euzébia, March 1, 2010 1:00 am

“…abençoemos aqueles que se nos façam instrumentos de prova; os que nos visitem o coração, à maneira do esmeril que o abrilhanta ou reajusta; os companheiros que se transformam em problemas que nos levam a conhecer o trabalho em suas mais íntimas nuances; e, sobretudo no lar, agradeçamos a oportunidade de nos devotarmos em auxílio a outrem, às vezes, até mesmo com o desinteresse compulsório dos nossos sonhos mais ínfimos, a fim de que nos mantenhamos matriculados na escola do amor verdadeiro que inclui todos os sacrifícios para que a felicidade consiga viver com aqueles que mais amamos, erguendo-se-nos, por fim, na existência, em pão espiritual de cada dia”.
Dr. Bezerra de Menezes, psicografia de Chico Xavier
(da obra “Bezerra, Chico e Você”, da Editora GEEM – Grupo Espírita Emmanuel).

convivendo-com-o-desequilibrio-consideracoes-finaisA proposta desta série foi a de conversar sobre como conviver em paz com as pessoas difíceis em torno de nós. Apenas com essa convivência em paz poderemos não ser afetados pelo desequilíbrio que acomete tantos dos nossos queridos irmãos – e a nós também. Foram abordados os seguintes tópicos:

Introdução

Humildade e respeito

O próprio comportamento em foco

Tolerância, paciência e compreensão

Ações, expressões do amor

Meu desejo sincero é o de que algo útil possa permanecer em nossas mentes após a leitura desses artigos, e que a mensagem do Evangelho seja lembrada nos momentos mais difíceis, para que o ódio, a raiva e o desejo de vingança sejam rapidamente dissipados e substituídos pela paciência, pela tolerância e, quem sabe, com nosso esforço e consequente adiantamento, até pelo amor.

“Filhos, amar sempre, com esquecimento de nós mesmos é o caminho e a luz para o caminho”
Dr. Bezerra de Menezes

Fiquem com Deus e até breve, se Ele permitir,

Euzébia Noleto

Série completa “Convivendo com o desequilíbrio – sem se deixar afetar por ele” »

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Ações, expressões do amor

By Euzébia, February 26, 2010 1:00 am

amorO que significa amar os inimigos? Pode-se amar uma pessoa sem aprovar suas atitudes? Como se expressa o amor por aqueles que nos antagonizam?

Vejamos o que diz o Evangelho Segundo o Espiritismo:

“Amar os inimigos não é, portanto, ter-lhes uma afeição que não está na natureza, visto que o contacto de um inimigo nos faz bater o coração de modo muito diverso do seu bater, ao contacto de um amigo”.

Seguindo a orientação sublime do Evangelho, vemos que amar os inimigos não consiste em sentir algo “que não está na natureza”; não devemos, assim, forçar ou fingir uma afeição inexistente. O amor aos inimigos, no estágio evolutivo em que nos encontramos, não está, portanto, no campo do sentimento, e sim no âmbito da ação. E em que consiste essa ação? Mais uma vez, recorremos à lição de luz do Evangelho:

“Amar os inimigos é não lhes guardar ódio, nem rancor, nem desejos de vingança; é perdoar-lhes, sem pensamento oculto e sem condições, o mal que nos causem; é não opor nenhum obstáculo à reconciliação com eles; é desejar-lhes o bem e não o mal; é experimentar júbilo, em vez de pesar, com o bem que lhes advenha; é socorrê-los, em se apresentando ocasião; é abster-se, quer por palavras, quer por atos, de tudo o que os possa prejudicar; é, finalmente, retribuir-lhes sempre o mal com o bem, sem a intenção de os humilhar. Quem assim procede preenche as condições do mandamento: Amai os vossos inimigos”.

Já sabemos, portanto, o que é necessário fazer para não nos deixar afetar pelo desequilíbrio alheio: amar aos nossos inimigos. Compreendendo que, nesse caso, o amor será traduzido pelas ações, e não pelo sentimento, provavelmente inexistente, o que parecia impossível torna-se, com as orientações de Kardec, uma tarefa menos difícil, para a qual já temos as diretrizes traçadas no Evangelho.

Série “Convivendo com o desequilíbrio – sem se deixar afetar por ele” »

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Tolerância, paciência e compreensão

By Euzébia, February 25, 2010 1:00 am

compreensao

Tolerância e paciência são palavras belas, mas de prática difícil. E é somente pela prática – e não pelo discurso – que poderemos adquirir essas virtudes.

Para exercitarmos a paciência e a tolerância, precisamos ter em mente, como já foi dito, a nossa própria necessidade de tolerância dos outros para com os nossos erros. Para colocarmos em prática a compreensão, devemos nos perguntar se aqueles com os quais temos dificuldades de conviver são portadores de algum problema que não conhecemos. Quantos de nós possuem preocupações que lhes causam irritação e mau humor, e que nunca as confidenciaram a ninguém? Não será esse o caso daquele que irmão que não nos trata como gostaríamos?

Há infortúnios ocultos, como os denomina o Evangelho Segundo o Espiritismo, afligindo a alma de nossos companheiros de jornada. Sejamos compreensivos, portanto.

“Respeite as necessidades e provações dos outros, para que os outros respeitem as suas provações e necessidades”. André Luiz

O ingrediente principal, o gerador das virtudes discutidas neste tópico, será “revelado” no artigo de amanhã. Até lá! : )

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O próprio comportamento em foco

By Euzébia, February 24, 2010 1:00 am

proprio-comportamento

 

Comumente colocamos o desequilíbrio do comportamento alheio sob holofotes, dando-lhe desnecessária e descaridosa ênfase, enquanto minimizamos, justificamos ou nos esquecemos de nossas falhas.

Quantas vezes as nossas atitudes foram causadoras ou agravadoras do desequilíbrio de alguém? Quantas vezes nossa falta de tato tornou simples situações desagradáveis – com as quais se poderia lidar com maturidade e seguir em frente - em verdadeiras calamidades? Será que não temos causado verdadeiros traumas nos outros, sem nos percebermos disso? 

“Como é que vedes um argueiro no olho do vosso irmão, quando não vedes uma trave no vosso olho? – Ou, como é que dizeis ao vosso irmão: Deixa-me tirar um argueiro do teu olho, vós que tendes no vosso uma trave? – Hipócritas, tirai primeiro a trave do vosso olho e depois, então, vede como poderei tirar o argueiro do olho do vosso irmão”.
Jesus
(Evangelho de São Mateus, 7: 3 a 5).

Analisemos o nosso comportamento e seremos capazes de aparar diversas arestas que nos colocam em antagonismo com as pessoas de nosso convívio.

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Humildade e respeito

By Euzébia, February 23, 2010 1:00 am

humildade-respeitoA primeira consideração a ser feita no trato com os irmãos em desequilíbrio é como anda a nossa humildade. Temos de ter sempre em mente que não somos melhores nem estamos em condição de julgá-los; eles apenas possuem dificuldades diversas das nossas.

Portanto, a nossa posição deve ser sempre a daquele que tem a consciência de que está muito, muito, muito longe da perfeição.

Reconhecendo a nossa pequenez e a nossa igualmente grande necessidade de compreensão e auxílio no tocante às nossas próprias dificuldades, aprendemos a respeitar as dificuldades dos outros. Que bem poderão trazer comentários maldosos, críticas ácidas e zombaria?

Aceitando o fato de termos grandes dificuldades, estamos prontos a tratar com humildade e respeito os irmãos em desequilíbrio.

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