Esclarecimentos espíritas - espíritos bons e maus

By Euzébia Noleto, August 31, 2010 11:41 am

Os Espíritos são simplesmente as almas dos que hão vivido.

Os Espíritos são simplesmente as almas dos que hão vivido.

 

Um leitor do site escreveu-me, apresentando um questionamento, mas digitou equivocadamente seu endereço de e-mail e não pude respondê-lo diretamente. Caso ele retorne ao site, espero que os esclarecimentos abaixo lhe sejam úteis - e, quem sabe, a outros que possuam as mesmas dúvidas.

Paz e luz a todos! Tenham uma iluminada e abençoada semana!

***

Os espíritos nada mais são do que as pessoas desencarnadas, que conservam as mesmas características que tinham na Terra. Se eram pessoas boas, serão espíritos bons. A morte, por ser apenas uma mudança de plano, não altera o caráter de ninguém; quem era bom, continua a ser bom.

Cada um de nós, pela qualidade de nossos pensamentos e atos, atrai a companhia de desencarnados de mesma sintonia. Da pessoa que ora, que tem fé em Deus e só pratica o bem, somente se aproximarão os bons espíritos.

Para maiores esclarecimentos, transcrevo abaixo artigo publicado no Blog Meditando:

Compreende-se que a crença na comunicação exclusiva dos demônios, por muito irracional que seja, não houvesse parecido impossível, quando se consideravam os Espíritos como seres criados fora da humanidade. Mas, desde que se sabe que os Espíritos são simplesmente as almas dos que hão vivido, ela perdeu todo o seu prestígio e pode-se dizer que toda a verossimilhança, porquanto, admitida, o que se seguiria é que todas essas almas eram demônios, embora fossem as de um pai, de um filho, ou de um amigo e que nós mesmos, morrendo, nos tornaríamos demônios, doutrina pouco lisonjeira e nada consoladora para muita gente. Bem difícil será persuadir a uma mãe de que o filho querido, que ela perdeu e que lhe vem dar, depois da morte, provas de sua afeição e de sua identidade, é um suposto satanás. Sem dúvida, entre os Espíritos, há os muito maus e que não valem mais do que os chamados demônios, por uma razão bem simples: a de que há homens muito maus que, pelo fato de morrerem, não se tornam bons. A questão está em saber se só eles podem comunicar-se conosco. Aos que assim pensem, dirigimos as seguintes pergutas:

1º Há ou não Espíritos bons e maus?

2º Deus é ou não mais poderoso do que os maus Espíritos, ou do que os demônios, se assim lhes quiserdes chamar?

3º Afirmar que só os maus se comunicam é dizer que os bons não o podem fazer. Sendo assim, uma de duas: ou isto se dá pela vontade, ou contra a vontade de Deus. Se contra a Sua vontade, é que os maus Espíritos podem mais do que Ele; se, por vontade Sua, por que, em Sua bondade, não permitiria Ele que os bons fizessem o mesmo, para contrabalançar a influência dos outros?

4º Que provas podeis apresentar da impossibilidade em que estão os bons Espíritos de se comunicarem?

5º Quando se vos opõe a sabedoria de certas comunicações, respondeis que o demônio usa de todas as máscaras para melhor seduzir. Sabemos, com efeito, haver Espíritos hipócritas, que dão à sua linguagem um verniz de sabedoria; mas, admitis que a ignorância pode falsificar o verdadeiro saber e uma natureza má imitar a verdadeira virtude, sem deixar vestígio que denuncie a fraude?

6º Se só o demônio se comunica, sendo ele o inimigo de Deus e dos homens, por que recomenda que se ore a Deus, que nos submetamos à vontade de Deus, que suportemos sem queixas as tribulações da vida, que não ambicionemos as honras, nem as riquezas, que pratiquemos a caridade e todas as máximas do Cristo, numa palavra: que façamos tudo o que é preciso para lhe destruir o império, dele, demônio? Se tais conselhos o demônio é quem os dá, forçoso será convir em que, por muito manhoso que seja, bastante inábil é ele, fornecendo armas contra si mesmo.

7º Pois que os Espíritos se comunicam, é que Deus o permite. Em presença das boas e das más comunicações, não será mais lógico admitir-se que umas Deus as permite para nos experimentar e as outras para nos aconselhar ao bem?

8º Que direis de um pai que deixasse o filho à mercê dos exemplos e dos conselhos perniciosos, e que o afastasse de si; que o privasse do contacto com as pessoas que o pudessem desviar do mal? Ser-nos-á lícito supor que Deus procede como um bom pai não procederia, e que, sendo ele a bondade por excelência, faça menos do que faria um homem?

9º A Igreja reconhece como autênticas certas manifestações da Virgem e de outros santos, em aparições, visões, comunicações orais, etc. Essa crença não está em contradição com a doutrina da comunicação exclusiva dos demônios?

Acreditamos que algumas pessoas hajam professado de boa-fé essa teoria; mas, também cremos que muitas a adotaram unicamente com o fito de fazer que outras fugissem de ocupar-se com tais coisas, pelo temor das comunicações más, a cujo recebimento todos estão sujeitos. Dizendo que só o diabo se manifesta, quiseram aterrorizar, quase como se faz com uma criança a quem se diz: não toques nisto, porque queima. A intenção pode ter sido louvável; porém, o objetivo falhou, porquanto a só proibição basta para excitar a curiosidade e bem poucos são aqueles a quem o medo do diabo tolhe a iniciativa. Todos querem vê-lo, quando mais não seja para saber como é feito e muito espantados ficam por não o acharem tão feio como o imaginavam.

Extraído da obra “O Livro dos Médiuns”, de Allan Kardec. Versão encontrada no site Domínio Público.

***

Mais: 

**Para baixar “O Livro dos Médiuns” gratuitamente e sem infringir leis de direitos autorais, por favor clique aqui (site Domínio Público).

**Seção Estudos (publicada às quartas-feiras).

**Seção Perguntas & Respostas.

**Para conhecer as Obras Básicas da Doutrina Espírita clique aqui

**As Obras Básicas da Doutrina Espírita– download gratuito .

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Dia de bênçãos (2)

By Euzébia Noleto, August 8, 2010 4:00 am

Neste Dia dos Pais, reproduzo a seguir (com adaptações), o conteúdo publicado aqui no blog este ano por ocasião do Dia das Mães:

Feliz Dia dos Pais

“Oh! quão doce e consoladora é a certeza de que não há entre nós mais do que um véu material que te oculta às minhas vistas! de que podes estar aqui, ao meu lado, a me ver e ouvir como outrora, senão ainda melhor do que outrora; de que não me esqueces, do mesmo modo que eu te não esqueço; de que os nossos pensamentos constantemente se entreluzam e que o teu sempre me acompanha e ampara.”
O Evangelho Segundo o Espiritismo

Que Jesus ilumine a todos os pais, encarnados e desencarnados, e que aqueles que, no dia de hoje, vivem um dia de saudade, possam alegrar-se na esperança de rever a pessoa querida, pois sabemos que a separação provocada pelo desencarne é temporária.

Muita paz e muita luz!

Euzébia Noleto

Prece pelos que já não são da terra:

http://meditando.wordpress.com/2010/01/18/prece-pelos-que-ja-nao-sao-da-terra-4/

Oração por aqueles a quem tivemos afeição:

http://meditando.wordpress.com/2009/09/07/oracao-pelas-pessoas-a-quem-tivemos-afeicao-2/

Imagem: http://fotos.sapo.ao/Z4sZbN0YDlz5vycbBvwn/500×500

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É apenas temporário - considerações finais

By Euzébia Noleto, July 12, 2010 3:00 am

É apenas temporário...Nada, além das leis Divinas, está gravado em pedra; somente elas e o Criador são imutáveis e eternos. Conversamos durante alguns dias sobre as implicações do caráter temporário das coisas relacionadas à nossa vida na Terra – inclusive da própria vida.

Após introduzir a série, falamos sobre como são apenas provisórias:

as situações de vitória, alegria e paz;
de riqueza e pobreza;
a posição social e profissional;
como podemos empregar melhor o tempo e
como podemos nos preparar para enfrentar as constantes transformações deste mundo.

Despedindo-me de vocês por hoje, agradecendo a sua companhia e concluindo esta série, compartilho com vocês estas sábias palavras de Meimei:

“Tudo passa, e tudo se renova na Terra, mas o que vem do Céu permanecerá”.
Meimei – psicografia de Chico Xavier

Até breve, se Deus quiser,

Euzébia Noleto

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A preparação

By Euzébia Noleto, July 9, 2010 3:00 am

É apenas temporário...“Viva o presente, agindo e servindo com fé, sem afligir-se pelo futuro, porque, para viver amanhã, você precisará viver hoje”.
           André Luiz

 

Sabendo que tudo é temporário, pouca coisa – ou nada – nos surpreenderá. Temos consciência, então, de que as pessoas com quem convivemos não estarão aqui para sempre; que os bens que possuímos poderão não ser sempre nossos; que não há garantias de que sempre ocuparemos a posição social que hoje ocupamos; que não existe saúde inabalável; que até as mais sólidas construções podem ser destruídas por fenômenos naturais ou provocados pelo homem.

Assim sendo, devemos estar preparados para o que a vida pode trazer. Não podemos perder de vista o caráter temporário das coisas da Terra. Porém, muito longe de sermos negativos ou pessimistas, de nos desesperarmos pensando em coisas ruins que ainda não aconteceram e poderão nunca acontecer, o momento é de fortalecermos a nossa fé e de cumprirmos nossos deveres. Essa é a preparação mais eficiente.

Não precisamos viver desesperados ou com medo; cumprindo hoje os nossos deveres e tendo fé em Deus, nossas preocupações com o futuro serão mínimas. A fé não exclui os problemas da vida, que surgem igualmente para aqueles que creem no Altíssimo, mas gera forças para trabalhar e seguir em frente e aniquila a inútil revolta.

Onde, quando e se possível, simplificar ao máximo nossas posses materiais nos permite diminuir consideravelmente nossas preocupações. Repito: onde, quando e se possível.

Façamos o que pudermos da melhor maneira possível, simplifiquemos o que for possível, tenhamos como prioridades nossa melhora e o cumprimento de nossos deveres para com os homens e para com Deus, e mantenhamos sempre acesas as chamas do otimismo e da fé: estaremos, assim, preparados para enfrentar as constantes transformações que chegam para tudo - e todos - na Terra.

Até segunda, se Deus quiser!

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Emprego do tempo e estabelecimento de prioridades

By Euzébia Noleto, July 8, 2010 3:00 am
Verão na Polônia

Verão na Polônia

Leituras inúteis, sites de conteúdo nada edificante, longas conversas ao telefone para falar sobre assuntos irrelevantes, intermináveis horas em frente à TV: se soubéssemos que nosso momento de desencarnar chegaria amanhã, o que pensaríamos do tempo perdido com aquilo que para nada serve?

As prioridades que escolhemos determinam como e em quê empregaremos o nosso tempo. Da mesma forma, o modo como utilizamos o nosso tempo denuncia quais são as nossas prioridades. A certeza de que nosso tempo na Terra é muito curto deve ser a luz a nortear as nossas opções de prioridades.

Qual deve ser a nossa prioridade fundamental? Melhorar, dentro do contexto em que estamos inseridos: ser melhores pais, mães, filhos, maridos, esposas, empregados, patrões, líderes, liderados, estudantes, profissionais. Ser melhores com as outras pessoas, com o meio ambiente, com o planeta. Ser melhores com nossa saúde, com nossos corpos. Ser melhores com o nosso espírito. Estudar e crescer sempre, inclusive no sentido espiritual do termo. Viver em contato com o Alto, por meio da prece, dos bons pensamentos e das boas ações.

Diante disso, surge o questionamento: como fazemos isso? Devemos viver uma vida contemplativa, somente de oração e meditação? Devemos nos isolar, nos afastar de tudo o que é deste mundo, abandonar todo o conforto de que podemos usufruir e todas as atividades que devemos desempenhar? Esta questão já foi brilhantemente respondida há mais de um século, pelo Evangelho Segundo o Espiritismo:

“Não julgueis, todavia, que, exortando-vos incessantemente à prece e à evocação mental, pretendamos vivais uma vida mística, que vos conserve fora das leis da sociedade onde estais condenados a viver. Não; vivei com os homens da vossa época, como devem viver os homens. Sacrificai às necessidades, mesmo às frivolidades do dia, mas sacrificai com um sentimento de pureza que as possa santificar.

(…)

Não consiste a virtude em assumirdes severo e lúgubre aspecto, em repelirdes os prazeres que as vossas condições humanas vos permitem. Basta reporteis todos os atos da vossa vida ao Criador que vo-la deu; basta que, quando começardes ou acabardes uma obra, eleveis o pensamento a esse Criador e lhe peçais, num arroubo dalma, ou a sua proteção para que obtenhais êxito, ou a sua bênção para ela, se a concluístes. Em tudo o que fizerdes, remontai à Fonte de todas as coisas, para que nenhuma de vossas ações deixe de ser purificada e santificada pela lembrança de Deus.

A perfeição está toda, como disse o Cristo, na prática da caridade absoluta; mas, os deveres da caridade alcançam todas as posições sociais, desde o menor até o maior. Nenhuma caridade teria a praticar o homem que vivesse insulado. Unicamente no contacto com os seus semelhantes, nas lutas mais árduas é que ele encontra ensejo de praticá-la. Aquele, pois, que se isola priva-se voluntariamente do mais poderoso meio de aperfeiçoar-se; não tendo de pensar senão em si, sua vida é a de um egoísta.”

Sendo tudo temporário neste mundo, sabendo que tudo acaba ou se transforma, mais cedo ou mais tarde, como podemos nos preparar para as surpresas do caminho? Falaremos sobre isso amanhã.

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