Plantar pouco e colher muito?
“Se insultarmos nossa tarefa com a preguiça, nossa tarefa relegarnos-á à inaptidão”.
Emmanuel
(…) Quando algo não dá certo, normalmente há uma falha nossa. Podemos culpar o que ou a quem quisermos, mas, se procurarmos de verdade, quase sempre encontraremos algo que poderíamos ter feito para evitar o malsucedido.
O que tem ocorrido nos dias atuais é a vontade de plantar pouco e colher muito, acordar mais tarde e ser atendido primeiro, dar um jeitinho na última hora, resolver tudo em um estalar de dedos. É algo tão corriqueiro que acabamos por não perceber que isso é uma falha de caráter. Significa querer subverter as leis da Natureza, o que sabemos não ser possível. E depois, quando as coisas dão errado, culpamos a qualquer um, menos a nós mesmos.
Com sorte, uma ou duas vezes podemos estudar pouco e passar em uma prova, acordar tarde e não ter de enfrentar uma fila, fazer algo de um modo não muito correto e não sofrer sanção alguma por isso, agir com imprudência e escaparmos ilesos. Mas isso não dura para sempre. Mais cedo ou mais tarde teremos de enfrentar as conseqüências de nossos atos.
Se agirmos corretamente, se aproveitarmos o nosso tempo com o que realmente importa, não haverá nada a temer e estaremos sempre livres da sombra do remorso. Mudar velhos hábitos pode ser difícil, mas é extremamente compensador. Bem como traçar metas e, através da disciplina, cumpri-las. Fazer da nossa vida uma existência exitosa e produtiva só depende de nós.
Nunca é tarde para começar.
Tenham uma semana abençoada! Muita paz e até breve,
Euzébia Noleto
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(Trecho de artigo originalmente publicado em 2008)














“Aprende a fazer silêncio íntimo e conviver contigo próprio.
Quando somos aconselhados a eliminar tudo aquilo que não nos serve, pensamos logo em gavetas desarrumadas ou na despensa desorganizada. Embora a organização de nossas casas e locais de trabalho seja imperiosa para uma vida com qualidade, não é apenas nisso que devemos trabalhar para eliminar o desnecessário.
O uso sábio dos bens não se traduz pela intensa economia, que acaba se tornando avareza e mediocridade, nem pelo esbanjamento e desperdício, cujas consequencias funestas são sempre sentidas. O convite do presente texto é para que reflitamos a respeito da simplicidade. A simplicidade é a busca pelo essencial. O conceito de essencialidade varia de pessoa para pessoa, de acordo com aquilo que foi chamada a realizar na Terra.



