Category: Crescimento espiritual

Plantar pouco e colher muito?

By Euzébia, May 5, 2010 6:00 am

“Se insultarmos nossa tarefa com a preguiça, nossa tarefa relegarnos-á à inaptidão”.

Emmanuel

horta1(…) Quando algo não dá certo, normalmente há uma falha nossa. Podemos culpar o que ou a quem quisermos, mas, se procurarmos de verdade, quase sempre encontraremos algo que poderíamos ter feito para evitar o malsucedido.

O que tem ocorrido nos dias atuais é a vontade de plantar pouco e colher muito, acordar mais tarde e ser atendido primeiro, dar um jeitinho na última hora, resolver tudo em um estalar de dedos. É algo tão corriqueiro que acabamos por não perceber que isso é uma falha de caráter. Significa querer subverter as leis da Natureza, o que sabemos não ser possível. E depois, quando as coisas dão errado, culpamos a qualquer um, menos a nós mesmos.

Com sorte, uma ou duas vezes podemos estudar pouco e passar em uma prova, acordar tarde e não ter de enfrentar uma fila, fazer algo de um modo não muito correto e não sofrer sanção alguma por isso, agir com imprudência e escaparmos ilesos. Mas isso não dura para sempre. Mais cedo ou mais tarde teremos de enfrentar as conseqüências de nossos atos.

Se agirmos corretamente, se aproveitarmos o nosso tempo com o que realmente importa, não haverá nada a temer e estaremos sempre livres da sombra do remorso. Mudar velhos hábitos pode ser difícil, mas é extremamente compensador. Bem como traçar metas e, através da disciplina, cumpri-las. Fazer da nossa vida uma existência exitosa e produtiva só depende de nós.

Nunca é tarde para começar.

Tenham uma semana abençoada! Muita paz e até breve,

Euzébia Noleto

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(Trecho de artigo originalmente publicado em 2008)

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Em dias de repouso

By Euzébia, April 16, 2010 3:40 am

image-by-caspian-blue-on-wikimedia-commons-440px-tabby_cat_lying_on_the_grass-dichohecho-01“Aprende a fazer silêncio íntimo e conviver contigo próprio.
Propõe-te espaço mental para o exame das tuas necessidades, reflexão sobre a existência, equilíbrio de valores íntimos.
(…)
Abstém-te das coisas que sobrecarregam o corpo e distraem o espírito, preocupando-te em preservar e aprimorar somente aquilo que é realmente necessário.
Buscando a paz, em dias de repouso, esquece máquinas e complexidades da vida moderna, rádio e televisão, periódicos e noticiários a fim de defrontares-te contigo mesmo.
Não te cerques de pessoas bulhentas, aquelas que ‘enchem a casa’ com suas fanfarronices, parecendo alegres e joviais, mas que estão se escondendo no alarido que promovem, porque se não querem encontrar.”
Joanna de Angelis
(da obra “Otimismo”, psicografada por Divaldo Pereira Franco e publicada pela Livraria Espírita Alvorada)

Bom descanso!

Paz e luz e até breve, se Deus quiser,

Euzébia Noleto

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Imagem por Caspian Blue

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Elimine o que não serve

By Euzébia Noleto, April 12, 2010 5:20 am

Fonte da imagem: Wikimedia Commons (imagem no domínio público)Quando somos aconselhados a eliminar tudo aquilo que não nos serve, pensamos logo em gavetas desarrumadas ou na despensa desorganizada. Embora a organização de nossas casas e locais de trabalho seja imperiosa para uma vida com qualidade, não é apenas nisso que devemos trabalhar para eliminar o desnecessário.

Se estudarmos bem nossa situação, poderemos encontrar vários pontos onde eliminar o que é inútil é uma tarefa imprescindível e inadiável.

Para nada (de bom) servem…

- intermináveis horas de uso indiscriminado do computador;
- horas e horas a fio perdidas em frente à televisão;
- alimentação exagerada e prejudicial à saúde;
- atitudes que desrespeitam as leis, ainda que “pequenas” e que “ninguém fique sabendo”;
- palavrões;
- pensamentos de inveja, rancor, ódio e vingança;
- superstições;
- lembranças de momentos menos felizes;
- curiosidade e comentários sobre a vida alheia;
- maus hábitos;
- conversações fúteis;
- preguiça e má-vontade;
- ócio etc.

Se nos lembrarmos sempre de que aquilo que não serve para o bem, automaticamente serve para o mal, saberemos analisar melhor o que deve ser eliminado de nossas vidas. A análise deve depender somente de nossa consciência, e não da opinião dos outros, que muitas vezes não nos compreenderão. Então, basta partir para o passo mais importante: a ação de eliminar o que inútil para que possamos reservar mais espaço e tempo para o que realmente gera frutos.

“Simplifique a vida antes que o carro orgânico, em sua nobre complexidade, se gaste, deixando-o imantado a objetos, paixões e pessoas que o amargurarão demoradamente. Vida simples, espírito livre.”
(Marco Prisco, no Ementário Espírita, psicografado por Divaldo Franco)

Tenham uma semana abençoada!

Muita paz e até breve,

Euzébia Noleto

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A busca pelo essencial

By Euzébia, March 15, 2010 3:30 am

“Por que acumular tanto? Existem pessoas que possuem 35 pares de sapatos. Onde vão arrumar setenta pés?”
Chico Xavier
(“As vidas de Chico Xavier”, de Marcel Souto Maior)

Através dos estudos da Doutrina Espírita Cristã, podemos engrandecer nossa compreensão a respeito de diversos aspectos da vida, incluindo o nosso relacionamento com os bens materiais. O ensinamento doutrinário nos conclama a utilizá-los com sabedoria, tendo sempre em mente a transitoriedade da vida na Terra.

O Espiritismo Cristão não nos chama à pobreza absoluta, mas ao uso racional daquilo que possuímos: como empréstimos de Deus, esses bens devem nos servir – e não o contrário.

Diferentemente do que muitos creem, os bens terrestres não são “prêmios por bom comportamento”. Eles são, como tudo o mais em nossas vidas, frutos da misericórdia Divina, que nos concede as ferramentas necessárias ao nosso adiantamento no presente. Está em nossas mãos a escolha de como agir diante de nossa situação: se , em caso de escassez, não nos deixaremos abater e conseguiremos progredir pelo trabalho e, em caso de abundância, se teremos condições de fazer uso útil de nossas posses para a sociedade e para nós mesmos.

em-busca-da-simplicidadeO uso sábio dos bens não se traduz pela intensa economia, que acaba se tornando avareza e mediocridade, nem pelo esbanjamento e desperdício, cujas consequencias funestas são sempre sentidas. O convite do presente texto é para que reflitamos a respeito da simplicidade. A simplicidade é a busca pelo essencial. O conceito de essencialidade varia de pessoa para pessoa, de acordo com aquilo que foi chamada a realizar na Terra.

Onde está o erro em se possuir produtos bons, adquiridos com o fruto do trabalho honesto, em quantidade suficiente para suprir as necessidades de alguém, sem extravagâncias? O condenável será sempre o exagero e a falta de reflexão sobre a verdadeira utilidade do que acumulamos.

Portanto, o bom senso determina que simplicidade não implica em se andar maltrapilho, converter-se em caçador de barganhas, condenar o uso de produtos sofisticados ou adquirir sempre o produto mais barato, ainda que pior, tendo condições de consumir algo com mais qualidade. Ser simples é compreender o que é essencial para satisfazer as verdadeiras necessidades da vida, adequadas à realidade pessoal e profissional de cada um, e saber identificar quando a busca pela qualidade se converte em exibicionismo através do luxo ou em consumismo desenfreado.

À medida em progredimos, nosso conceito de essencial também evolui, diminuindo o nosso apego aos bens materiais. Tomaremos consciência, então, de que, quanto menos possuímos, menores são as nossas preocupações e conseguiremos viver a cada dia que passa com menos (e com menos desperdício), destinando mais energia à aquisição dos bens espirituais, imperecíveis.

Obrigada pela companhia! Paz e luz!

Euzébia Noleto

“Não gastes somente com a tua vida o que poderia servir para sustentar dez outras”.
Emmanuel

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Acordemos

By Euzébia Noleto, March 11, 2010 5:36 am

 acordemos

Para complementar a conversa sobre o tema da série que recentemente encerramos, Convivendo com o Desequilíbrio, apresento a seguinte mensagem de André Luiz, desejando que essa reflexão possa nos iluminar o pensamento.

Obrigada pela companhia de sempre! Paz e luz!

Euzébia Noleto

Acordemos

É sempre fácil
examinar as consciências alheias,
identificar os erros do próximo,
opinar em questões que não nos dizem respeito,
indicar as fraquezas dos semelhantes,
educar os filhos dos vizinhos,
reprovar as deficiências dos companheiros,
corrigir os defeitos dos outros,
aconselhar o caminho reto a quem passa,
receitar paciência a quem sofre
e retificar as más qualidades de quem segue conosco…

Mas enquanto nos distraímos,
em tais incursões à distância de nós mesmos,
não passamos de aprendizes que fogem, levianos, à verdade e à lição.

Enquanto nos ausentamos
do estudo de nossas próprias necessidades,
olvidando a aplicação dos princípios superiores que abraçamos na fé viva,
somos simplesmente
cegos do mundo interior
relegados à treva…

Despertemos, a nós mesmos,
acordemos nossas energias mais profundas
para que o ensinamento do Cristo
não seja para nós uma bênção que passa, sem proveito à nossa vida,
porque o infortúnio maior de todos
para a nossa alma eterna
é aquele que nos
infelicita quando a graça do Alto
passa por nós em vão!…

Mensagem de André Luiz psicografada por Chico Xavier
Publicada no site Amor e Trabalho

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