Category: Experiências menos felizes

Convivendo com o desequilíbrio - considerações finais

By Euzébia, March 1, 2010 1:00 am

“…abençoemos aqueles que se nos façam instrumentos de prova; os que nos visitem o coração, à maneira do esmeril que o abrilhanta ou reajusta; os companheiros que se transformam em problemas que nos levam a conhecer o trabalho em suas mais íntimas nuances; e, sobretudo no lar, agradeçamos a oportunidade de nos devotarmos em auxílio a outrem, às vezes, até mesmo com o desinteresse compulsório dos nossos sonhos mais ínfimos, a fim de que nos mantenhamos matriculados na escola do amor verdadeiro que inclui todos os sacrifícios para que a felicidade consiga viver com aqueles que mais amamos, erguendo-se-nos, por fim, na existência, em pão espiritual de cada dia”.
Dr. Bezerra de Menezes, psicografia de Chico Xavier
(da obra “Bezerra, Chico e Você”, da Editora GEEM – Grupo Espírita Emmanuel).

convivendo-com-o-desequilibrio-consideracoes-finaisA proposta desta série foi a de conversar sobre como conviver em paz com as pessoas difíceis em torno de nós. Apenas com essa convivência em paz poderemos não ser afetados pelo desequilíbrio que acomete tantos dos nossos queridos irmãos – e a nós também. Foram abordados os seguintes tópicos:

Introdução

Humildade e respeito

O próprio comportamento em foco

Tolerância, paciência e compreensão

Ações, expressões do amor

Meu desejo sincero é o de que algo útil possa permanecer em nossas mentes após a leitura desses artigos, e que a mensagem do Evangelho seja lembrada nos momentos mais difíceis, para que o ódio, a raiva e o desejo de vingança sejam rapidamente dissipados e substituídos pela paciência, pela tolerância e, quem sabe, com nosso esforço e consequente adiantamento, até pelo amor.

“Filhos, amar sempre, com esquecimento de nós mesmos é o caminho e a luz para o caminho”
Dr. Bezerra de Menezes

Fiquem com Deus e até breve, se Ele permitir,

Euzébia Noleto

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Ações, expressões do amor

By Euzébia, February 26, 2010 1:00 am

amorO que significa amar os inimigos? Pode-se amar uma pessoa sem aprovar suas atitudes? Como se expressa o amor por aqueles que nos antagonizam?

Vejamos o que diz o Evangelho Segundo o Espiritismo:

“Amar os inimigos não é, portanto, ter-lhes uma afeição que não está na natureza, visto que o contacto de um inimigo nos faz bater o coração de modo muito diverso do seu bater, ao contacto de um amigo”.

Seguindo a orientação sublime do Evangelho, vemos que amar os inimigos não consiste em sentir algo “que não está na natureza”; não devemos, assim, forçar ou fingir uma afeição inexistente. O amor aos inimigos, no estágio evolutivo em que nos encontramos, não está, portanto, no campo do sentimento, e sim no âmbito da ação. E em que consiste essa ação? Mais uma vez, recorremos à lição de luz do Evangelho:

“Amar os inimigos é não lhes guardar ódio, nem rancor, nem desejos de vingança; é perdoar-lhes, sem pensamento oculto e sem condições, o mal que nos causem; é não opor nenhum obstáculo à reconciliação com eles; é desejar-lhes o bem e não o mal; é experimentar júbilo, em vez de pesar, com o bem que lhes advenha; é socorrê-los, em se apresentando ocasião; é abster-se, quer por palavras, quer por atos, de tudo o que os possa prejudicar; é, finalmente, retribuir-lhes sempre o mal com o bem, sem a intenção de os humilhar. Quem assim procede preenche as condições do mandamento: Amai os vossos inimigos”.

Já sabemos, portanto, o que é necessário fazer para não nos deixar afetar pelo desequilíbrio alheio: amar aos nossos inimigos. Compreendendo que, nesse caso, o amor será traduzido pelas ações, e não pelo sentimento, provavelmente inexistente, o que parecia impossível torna-se, com as orientações de Kardec, uma tarefa menos difícil, para a qual já temos as diretrizes traçadas no Evangelho.

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Tolerância, paciência e compreensão

By Euzébia, February 25, 2010 1:00 am

compreensao

Tolerância e paciência são palavras belas, mas de prática difícil. E é somente pela prática – e não pelo discurso – que poderemos adquirir essas virtudes.

Para exercitarmos a paciência e a tolerância, precisamos ter em mente, como já foi dito, a nossa própria necessidade de tolerância dos outros para com os nossos erros. Para colocarmos em prática a compreensão, devemos nos perguntar se aqueles com os quais temos dificuldades de conviver são portadores de algum problema que não conhecemos. Quantos de nós possuem preocupações que lhes causam irritação e mau humor, e que nunca as confidenciaram a ninguém? Não será esse o caso daquele que irmão que não nos trata como gostaríamos?

Há infortúnios ocultos, como os denomina o Evangelho Segundo o Espiritismo, afligindo a alma de nossos companheiros de jornada. Sejamos compreensivos, portanto.

“Respeite as necessidades e provações dos outros, para que os outros respeitem as suas provações e necessidades”. André Luiz

O ingrediente principal, o gerador das virtudes discutidas neste tópico, será “revelado” no artigo de amanhã. Até lá! : )

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O próprio comportamento em foco

By Euzébia, February 24, 2010 1:00 am

proprio-comportamento

 

Comumente colocamos o desequilíbrio do comportamento alheio sob holofotes, dando-lhe desnecessária e descaridosa ênfase, enquanto minimizamos, justificamos ou nos esquecemos de nossas falhas.

Quantas vezes as nossas atitudes foram causadoras ou agravadoras do desequilíbrio de alguém? Quantas vezes nossa falta de tato tornou simples situações desagradáveis – com as quais se poderia lidar com maturidade e seguir em frente - em verdadeiras calamidades? Será que não temos causado verdadeiros traumas nos outros, sem nos percebermos disso? 

“Como é que vedes um argueiro no olho do vosso irmão, quando não vedes uma trave no vosso olho? – Ou, como é que dizeis ao vosso irmão: Deixa-me tirar um argueiro do teu olho, vós que tendes no vosso uma trave? – Hipócritas, tirai primeiro a trave do vosso olho e depois, então, vede como poderei tirar o argueiro do olho do vosso irmão”.
Jesus
(Evangelho de São Mateus, 7: 3 a 5).

Analisemos o nosso comportamento e seremos capazes de aparar diversas arestas que nos colocam em antagonismo com as pessoas de nosso convívio.

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Humildade e respeito

By Euzébia, February 23, 2010 1:00 am

humildade-respeitoA primeira consideração a ser feita no trato com os irmãos em desequilíbrio é como anda a nossa humildade. Temos de ter sempre em mente que não somos melhores nem estamos em condição de julgá-los; eles apenas possuem dificuldades diversas das nossas.

Portanto, a nossa posição deve ser sempre a daquele que tem a consciência de que está muito, muito, muito longe da perfeição.

Reconhecendo a nossa pequenez e a nossa igualmente grande necessidade de compreensão e auxílio no tocante às nossas próprias dificuldades, aprendemos a respeitar as dificuldades dos outros. Que bem poderão trazer comentários maldosos, críticas ácidas e zombaria?

Aceitando o fato de termos grandes dificuldades, estamos prontos a tratar com humildade e respeito os irmãos em desequilíbrio.

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