Category: Higiene Mental

Autocontrole

By Euzébia Noleto, October 12, 2009 1:48 am

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Racional: adj. 1. Capaz de pensar e raciocinar. 2. Baseado na razão; razoável. 3. Caracterizado pelo raciocínio.

(definições do Minidicionário Sacconi da Língua Portuguesa, Atual Editora) 

 

                        Se somos considerados seres racionais, significa que pensamos – ou deveríamos pensar – antes de cada atitude; que nossos atos são guiados pela razão, que fala – ou deveria falar – mais alto que as emoções.

 

                        Lembro-me de ter assistido recentemente a uma reportagem sobre violência no trânsito, em que o comentarista dizia que bastava estar atrás de um volante para que um pacato pai de família se transformasse em uma fera, pronta a acabar com quem cruzasse o seu caminho. Infelizmente, ele dizia a verdade.

 

                        A total inversão de valores da sociedade atual propaga que coragem é “não levar desaforo para casa” e que “estar com o sangue quente” é uma justificativa plausível para uma agressão.

 

                        De que adianta nos rotularmos de “racionais” se não temos o mínimo controle sobre as nossas emoções, se não pensamos duas vezes antes de agredir alguém, com palavras ou gestos? Como fazer o bem de que tanto falamos, se não conseguimos realizar o simples exercício de controlar nossos impulsos agressivos?  

 

                        Se não exercitarmos o autocontrole, chegará o momento em que pouco nos diferirá das feras indomáveis, e viveremos ao sabor dos nossos instintos, emoções e vontades, desperdiçando sucessivas e valiosas oportunidades de progresso.

 

                        Muita paz e até breve,

 

                        Euzébia Noleto (euzebianoleto.net)

 

Imagem: www.nationalgeographic.com

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Preocupações e trabalho

By Euzébia Noleto, July 6, 2009 1:00 am

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                        Frequentemente as preocupações do quotidiano parecem dominar nossos pensamentos, prejudicando todas as atividades que deveríamos realizar. Não raro, rendemo-nos ao desânimo, abandonando as tarefas sempre que possível, ou realizando-as sem zelo.

 

                        Na verdade, principalmente em tempos de aflição, nossa postura deve ser a de ir ao encontro do trabalho, e não fugir dele, pois trabalhar não é apenas uma forma de cumprir os deveres que nos foram designados na Terra: é também remédio divino, terapia, alívio. Através do trabalho, impedimos que as inquietações nos consumam, conseguindo inclusive esquecê-las por alguns momentos.

 

                        Não é fácil conseguir concentração para trabalhar em meio a tribulações; porém, se tivermos energia para persistir, logo os nossos pensamentos estarão imersos no dever, permitindo-nos abrir espaço para uma recuperação das forças mentais, necessária para que lidemos de forma eficaz com os desafios que se apresentam em nossas vidas. Essa energia para persistir nasce da fé, da certeza de que Deus é infinitamente bom e justo, de que tudo acontece por uma razão maior, de que não existe sofrimento eterno.

 

                        Ao final de mais um dia de trabalho, sentiremos a alegria do dever cumprido e, quem sabe, de cabeça fria, conseguiremos vislumbrar a solução para aquilo que nos aflige.

 

“As suas lágrimas não substituem o suor que você deve verter em benefício da sua própria felicidade”

André Luiz (psicografia de Chico Xavier)

 

                        Muita paz e até breve,

 

                        Euzébia Noleto

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